Posts tagged ‘pão integral’

Afinal, o que significa o “integral”?

pao-embalagem

Uma visita ao supermercado e as prateleiras estão repletas de embalagens estampadas com enormes “INTEGRAL”. Então, o consumidor o compra sem saber exatamente porque e, ainda por cima, pagando mais caro, mas porque ele leu (viu na TV, o amigo falou, etc)  que era bom consumir alimentos integrais.

Só que, afinal, o que significa esse “integral” encontrado nos rótulos dos alimentos? É o que vou tentar esclarecer a seguir…

Grãos como arroz, trigo, aveia, centeio são vegetais, possuem uma casca e uma película protetora, que contém a maior quantidade de  fibras, vitaminas e minerais. Quando o grão passa pelo processo de refinamento, a casca e a película são retirados, ficando somente o que seria a parte central do grão, que é a parte mais rica em carboidratos (fonte de energia) e com poucas vitaminas e minerais.

O arroz branco que utilizamos para cozinhar, por exemplo, foi refinado, perdendo a casca e a película, assim sobra somente aquela “massinha” que é basicamente amido, um carboidrato, com poucas fibras. Se trocamos o arroz branco pelo integral, a casca e a película se mantém, assim, ele não é branquinho como o outro arroz e leva mais tempo para cozinhar, pois as fibras contidas na casca o tornam mais duro.

O mesmo ocorre com o trigo. Assim, a “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico” descrita nas embalagens de pães, massas e biscoitos nada mais é do que o grão de trigo sem a casca e a película que foi moído e transformado na farinha de trigo comum que conhecemos. Já a farinha integral vem da moagem do grão inteiro (com a casca e a película), por isso ela tem aqueles “pontinhos” e uma cor mais escura.

Qual a diferença de consumir um alimento feito com farinha integral então, se é tudo de trigo?

Como falei anteriormente, na casca do grão se concentram as fibras, vitaminas e minerais. Um alimento feito com farinha de trigo refinado perde essas vitaminas, minerais e fibras, tornando-se um alimento “pobre”  do ponto de vista nutricional. As calorias de um alimento feito com trigo refinado e com trigo integral serão praticamente as mesmas, porém o trigo refinado fornecerá o que chamamos de “calorias vazias”, ou seja, só fornecem energia ao corpo e nada mais, enquanto o trigo integral fornecerá fibras, vitaminas e minerais.

Mas, cuidado! Não se deixe enganar!

A indústria de alimentos, se aproveitando desta recomendação do consumo de alimentos integrais, está criando muitos produtos com alegação de integral. Como a legislação ainda não estabelece uma quantidade mínima da farinha integral (ou outro ingrediente integral), o marketing utiliza o artifício da palavra “Integral” impressa nas embalagens, levando o consumidor a comprar um alimento mais caro e que, muitas vezes, não é de fato integral.

Assim, existem dois pontos que devem ser observados antes da compra do produto que se diz integral. O mesmo rótulo que pode levar ao erro, vai ajudar a identificar esses pontos:

1- Lista de ingredientes: os ingredientes são listados (por lei) na ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o que vem em maior quantidade. Desta forma, se o produto comprado tem como primeiro ingrediente “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico”, este alimento tem muito mais farinha branca do que integral! Caso o primeiro ingrediente seja “farinha de trigo integral” ou “farelo de trigo” por exemplo, este alimento pode ser considerado integral de verdade.

2- Quantidade de fibras: na tabela de informação nutricional existe a informação da quantidade de fibras de um alimento. Se o alimento tiver bastante fibras, a chance dele ser integral de verdade é maior. De acordo com a legislação, um alimento é fonte de fibras quando tiver, no mínimo, 2,5g de fibras na porção. Assim, verifique na tabela de informação nutricional a quantidade de fibras na porção daquele alimento que você pensa em comprar.

Se quiser saber mais sobre rotulagem de alimentos, existe um post somente sobre isso aqui no Blog!

Recomendo também esse ótimo vídeo sobre pão integral, do canal Do Campo à Mesa.

Gostou do post? Compartilhe, comente! =)

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

 

 

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04/08/2014 at 6:38 pm Deixe um comentário

Pão recheado com espinafre e ricota

Hoje é dia de mais uma receitinha que já estou querendo postar fazia algum tempo…


Ficou com vontade? Vamos lá:

Ingredientes da massa

1 pacote de fermento biológico em pó
1/2 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de óleo (ou margarina)
3/4 de xícara (chá) de leite
1 ovo
1 batata doce (média) cozida e espremida
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de orégano
1 xícara (chá) de farinha de trigo branca
1 e 1/2 xícara (chá) farinha de trigo integral (ou mais, se necessário)
Modo de fazer
– Em uma tigela funda, dissolver o fermento como indica a embalagem (1/2 c. de açúcar, 1/4 de xícara do leite morno e 2 colheres de sopa de farinha), fazendo uma pastinha.
– Acrescentar o óleo, o ovo e o orégano e misturar bem com auxílio de uma colher;
– Acrescentar a batata espremida e misturar novamente;
– Acrescentar a farinha de trigo branca e mexendo até ficar no ponto de massa de bolo, acrescentar o sal;
– A partir de agora, é preciso ir acrescentando o restante da farinha e ir misturando delicadamente, esta massa não é sovada e a massa ficará macia. Não tem uma quantidade exata de farinha, o segredo é sentir a massa (sim, use as mãos, mas mexa “com carinho”) e ir trabalhando o glúten, até que ela fique  firme por fora (não gruda na mão), mas dentro, se colocar o dedo, ela estará mais grudenta;
– Cobrir a tigela com filme plástico e deixar descansando por 1 hora (ou mais) para crescer (eu deixo dentro do forno do fogão, desligado).
– Após 1h, dividir a massa em duas partes iguais;
– Abrir uma das partes utilizando um rolo, de forma que ela fique fina e caiba dentro de uma fôrma de pão untada e enfarinhada (procure abri-lá com a fôrma ao lado para ter ideia do tamanho);
– Forrar o fundo da fôrma com a massa.
– Rechear com o recheio de sua escolha (este é de espinafre com ricota);
– Abrir o restante da massa e cobrir o recheio, emendando com a parte de baixo da massa para fechar o pão. Você pode polvilhar gergelim e orégano por cima se desejar.
– Deixar descansar por mais uns 20 minutos e levar ao forno pré-aquecido em 180 graus até que o pão fique dourado.
Recheio de espinafre e ricota:
– Para a ricota: amasse-a com um garfo e acrescente ervas e suas preferência (orégano, alecrim, salsa, etc), alho cru picado bem finamente, sal, pimenta calabresa seca (se gostar de pimenta) e 1 colher de sopa de azeite. Misture bem;
– Para o espinafre: refogue-o com bastante alho e cebola, porém não deixe mais que 5 minutos, afinal ele ainda irá ao forno e se cozinhar muito tempo na panela irá ficar escuro e perderá todas as vitaminas e minerais.
Agora é só servir!

Algumas informações nutricionais:

Batata doce: é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, ou seja, a sua absorção é mais lenta, liberando glicose na corrente sanguínea aos poucos e sem estimular muito o hormônio chamado insulina (responsável pelo aumento da fome e pelo acúmulo de gorduras);

Espinafre: boa fonte de vitaminas e minerais como vitamina A, C, fósforo, magnésio e potássio!

Farinha integral: é feita de todas as partes do trigo, assim possui mais vitaminas e minerais que a farinha branca. Como a batata doce, por ter maior quantidade de fibras, também é absorvido mais lentamente, evitando os picos de insulina, além de dar saciedade por mais tempo.

02/07/2012 at 9:45 am Deixe um comentário


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