Posts tagged ‘alimentação saudável’

Novo Guia Alimentar para a População Brasileira

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Antes de ontem, foi oficialmente lançado o Novo Guia Alimentar Para a População Brasileira.

Diante do cenário atual em que vivemos, os países tem tentado enfrentar a epidemia de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (AVC, pressão alta, doenças cardíacas, câncer, diabetes mellitus, entre outras). A elaboração de Guias Alimentares é uma das estratégias adotadas.

O objetivo do Guia Alimentar é fornecer informações claras sobre como alimentar-se de maneira saudável para evitar a obesidade e as doenças que citei anteriormente. Ele também ajuda os profissionais de saúde nesta tarefa.

As informações contidas no Guia são baseadas em estudos populacionais, com resultados confiáveis e seguros. Algo que me deixou muito feliz é que o nosso novo guia procurou respeitar ao máximos os nossos hábitos alimentares e  “deu grande importância à viabilidade de suas proposições, de modo que o recomendado fosse efetivamente possível de ser adotado.” (retirado do próprio Guia).

E a seguir destaco um conteúdo presente no Guia, algo que sempre tenho buscado passar em meus textos,diante de tantas “dietas da moda” e “terrorismo nutricional” que temos vivenciado:

“Há muitas informações sobre alimentação e saúde, mas poucas são de fontes confiáveis

É crescente a quantidade de matérias na televisão, rádio, revistas e internet com informações e recomendações sobre alimentação e saúde. Entretanto, a utilidade da maioria dessas matérias é questionável.  Com louváveis exceções, tendem a enfatizar alimentos específicos, propagados como “superalimentos”, e ignoram a importância de variar  e combinar alimentos. Nessa medida, induzem modismos e levam à depreciação de alimentos e práticas alimentares tradicionais. Não raro alimentação saudável é confundida com dietas para emagrecer. Por vezes, matérias que se dizem informativas são na verdade formas veladas de fazer publicidade de alimentos ultraprocessados.

O que você pode fazer

Em primeiro lugar, tenha este guia como fonte confiável de informações e recomendações sobre alimentação adequada e saudável. Seu conteúdo está baseado nos conhecimentos mais recentes produzidos pelas várias disciplinas científicas do campo da alimentação e nutrição, em estudos populacionais representativos de toda a população brasileira e em saberes valiosos contidos em padrões tradicionais de alimentação desenvolvidos, aperfeiçoados e transmitidos ao longo de gerações. Será muito útil também que você discuta as informações e recomendações deste material com seus familiares, amigos e colegas 

Retirado de: Brasil. ministério da saúde. secretaria de atenção à saúde. departamento de atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira / ministério da saúde, secretaria de atenção à saúde, departamento de atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : ministério da saúde, 2014.

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

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07/11/2014 at 12:30 pm 2 comentários

Almoço pesado

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Já faz um tempo que falar sobre alimentação saudável está na moda, é o “mundo fit” de blogueiras, páginas no Facebook e perfis no Instagram. De repente, criou-se o culto ao “corpo malhado”, ao “#euresisti”, ao “chá devorador de gorduras” e por aí vai.

Acho ótima essa preocupação em melhorar os hábitos alimentares, em sair do sedentarismo, porém isso está tomando o caminho do exagero e, como sempre afirmo, gosto de equilíbrio.

De repente, a hora do almoço virou a hora mais estressante do dia de alguns: é a preocupação com as calorias, com a gordura, com o glúten, com a lactose, com os kg na balança, etc, etc, etc. Alimentar-se virou uma espécie de tormento, além de todas as preocupações que temos durante um dia todo,  agora comer também entrou nesse “hall”.

“Ué, mas não devemos nos preocupar com o que comemos?” Com certeza! O problema é: eu gostaria muito que as pessoas tivessem preocupação com o que estão comendo pois querem ter  SAÚDE, querem envelhecer sem precisarem andar com uma “farmácia na bolsa”. Mas essa tortura toda está vindo de uma “quase obrigação” de ter “corpos sarados”, “ser magra”, “barriga zero” que as pessoas vem se impondo.

Alimentar-se virou algo chato, antes dava prazer, mas agora é um mar de preocupações, quando não deveria ser assim. Não gosto de usar o termo “fazer dieta”, justamente por acreditar nessa “chatice”, nessa “obrigação”. Além disso, “dieta/ regime” geralmente tem prazo para terminar. Mas pense: você irá passar o resto da sua vida comendo, por que algo temporário traria resultados para o resto da vida?

Assim, acredito na mudança de hábitos, não só alimentar, chamo de hábitos de vida. Vamos ter uma vida saudável? Então por que não ter o prazer de ir em uma festa de aniversário e comer o brigadeiro sem culpa, de ir na pizzaria com os amigos ou um Happy Hour depois do trabalho? Não seriam situações sociais saudáveis para nosso estado de espírito?

O importante é buscar o equilíbrio, ter consciência do que está adotando para sua vida. Não deve-se transformar a hora do almoço em uma “balança de calorias”. É importante ter o conhecimento do que se está comendo, mas não transformar isso em tortura, em “almoço pesado”. Chamo de comer com responsabilidade! Exemplo: você sabe que fritura não é saudável, mas hoje optou pelo peixe frito porque deu vontade. Sem problemas! Na hora do jantar você não repete a fritura.

O que vai prejudicar nossa saúde não é “o brigadeiro da festa de aniversário”, mas o peso que estamos colocando em seguir padrões de beleza que, muitas vezes, são impossíveis para a maioria da população. Coloque a sua saúde em primeiro lugar, pois tenho certeza que adotar hábitos de vida equilibrados irão trazer também os benefícios estéticos!

E aproveito o post para fazer um ALERTA sobre essa moda de seguir recomendações de pessoas que não tiveram formação para elaborar uma dieta, de pessoas que são patrocinadas para falar de determinado produto, de pessoas que estão visando “fama instantânea”. Isso COLOCA A SAÚDE EM RISCO.

Pense: você pediria para um advogado fazer o projeto de sua casa? Ou para um engenheiro que cuidasse dos seus dentes? E por que fazer isso com sua alimentação? Está com dúvidas? Quer melhorar a qualidade da alimentação? Está super motivado(a) para mudar de hábitos e não sabe como? Busque a orientação do Nutricionista!

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

28/08/2014 at 12:30 pm Deixe um comentário

Afinal, o que significa o “integral”?

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Uma visita ao supermercado e as prateleiras estão repletas de embalagens estampadas com enormes “INTEGRAL”. Então, o consumidor o compra sem saber exatamente porque e, ainda por cima, pagando mais caro, mas porque ele leu (viu na TV, o amigo falou, etc)  que era bom consumir alimentos integrais.

Só que, afinal, o que significa esse “integral” encontrado nos rótulos dos alimentos? É o que vou tentar esclarecer a seguir…

Grãos como arroz, trigo, aveia, centeio são vegetais, possuem uma casca e uma película protetora, que contém a maior quantidade de  fibras, vitaminas e minerais. Quando o grão passa pelo processo de refinamento, a casca e a película são retirados, ficando somente o que seria a parte central do grão, que é a parte mais rica em carboidratos (fonte de energia) e com poucas vitaminas e minerais.

O arroz branco que utilizamos para cozinhar, por exemplo, foi refinado, perdendo a casca e a película, assim sobra somente aquela “massinha” que é basicamente amido, um carboidrato, com poucas fibras. Se trocamos o arroz branco pelo integral, a casca e a película se mantém, assim, ele não é branquinho como o outro arroz e leva mais tempo para cozinhar, pois as fibras contidas na casca o tornam mais duro.

O mesmo ocorre com o trigo. Assim, a “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico” descrita nas embalagens de pães, massas e biscoitos nada mais é do que o grão de trigo sem a casca e a película que foi moído e transformado na farinha de trigo comum que conhecemos. Já a farinha integral vem da moagem do grão inteiro (com a casca e a película), por isso ela tem aqueles “pontinhos” e uma cor mais escura.

Qual a diferença de consumir um alimento feito com farinha integral então, se é tudo de trigo?

Como falei anteriormente, na casca do grão se concentram as fibras, vitaminas e minerais. Um alimento feito com farinha de trigo refinado perde essas vitaminas, minerais e fibras, tornando-se um alimento “pobre”  do ponto de vista nutricional. As calorias de um alimento feito com trigo refinado e com trigo integral serão praticamente as mesmas, porém o trigo refinado fornecerá o que chamamos de “calorias vazias”, ou seja, só fornecem energia ao corpo e nada mais, enquanto o trigo integral fornecerá fibras, vitaminas e minerais.

Mas, cuidado! Não se deixe enganar!

A indústria de alimentos, se aproveitando desta recomendação do consumo de alimentos integrais, está criando muitos produtos com alegação de integral. Como a legislação ainda não estabelece uma quantidade mínima da farinha integral (ou outro ingrediente integral), o marketing utiliza o artifício da palavra “Integral” impressa nas embalagens, levando o consumidor a comprar um alimento mais caro e que, muitas vezes, não é de fato integral.

Assim, existem dois pontos que devem ser observados antes da compra do produto que se diz integral. O mesmo rótulo que pode levar ao erro, vai ajudar a identificar esses pontos:

1- Lista de ingredientes: os ingredientes são listados (por lei) na ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o que vem em maior quantidade. Desta forma, se o produto comprado tem como primeiro ingrediente “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico”, este alimento tem muito mais farinha branca do que integral! Caso o primeiro ingrediente seja “farinha de trigo integral” ou “farelo de trigo” por exemplo, este alimento pode ser considerado integral de verdade.

2- Quantidade de fibras: na tabela de informação nutricional existe a informação da quantidade de fibras de um alimento. Se o alimento tiver bastante fibras, a chance dele ser integral de verdade é maior. De acordo com a legislação, um alimento é fonte de fibras quando tiver, no mínimo, 2,5g de fibras na porção. Assim, verifique na tabela de informação nutricional a quantidade de fibras na porção daquele alimento que você pensa em comprar.

Se quiser saber mais sobre rotulagem de alimentos, existe um post somente sobre isso aqui no Blog!

Recomendo também esse ótimo vídeo sobre pão integral, do canal Do Campo à Mesa.

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

 

 

04/08/2014 at 6:38 pm Deixe um comentário

Muito além do peso

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A alta prevalência de sobrepeso e obesidade nas crianças já não é novidade para muitos.  Mas quantos já refletiram se o que comemos hoje é alimento? Quantos sabem o que é realmente um “alimento saudável”?

Um pouco dessa reflexão eu procuro passar em cada texto que escrevo e hoje convido a assistir ao filme “Muito Além do Peso”. Não somente assista, mas traga as reflexões para sua vida e de sua família, para a vida de seus amigos.

Assista e compartilhe, acesse o site:

http://www.muitoalemdopeso.com.br/

Leia também: O principal investimento na saúde é alimentar-se bem

07/03/2013 at 12:13 pm Deixe um comentário

“O principal investimento na saúde é alimentar-se bem”

“Alimentar-se bem” pode significar, para muitos, colocar bastante comida no prato e sair da mesa com aquela sensação de quem precisa dormir. Porém, comer exageradamente está longe de nutrir o organismo.

O que é nutrir?  

Nutrir é oferecer ao seu organismo todas as vitaminas, minerais, antioxidantes e energia para que ele mantenha-se funcionando, para que possa fazer novas células, combater vírus e bactérias, ou seja, é oferecer o que ele necessita para manter-se saudável!

Esses nutrientes só estarão presentes no seu organismo se você oferecer, diariamente, legumes, verduras e frutas, grãos integrais, fontes de proteínas (carnes bovina, de aves, de peixes) e  de gorduras “boas” (nozes, castanhas, azeite, por exemplo).

E quando falo em investimento, não é somente o investimento financeiro, mas investir tempo e dar prioridade aos momentos da alimentação.

Assim, proponho que faça uma reflexão:

– Você se permite fazer as suas refeições tranquilamente?

– Quantas refeições tem pulado para poder se dedicar às outras atividades?

– Quantas vezes, no supermercado, você já comprou os produtos pelos seus ingredientes e informações nutricionais e não somente pelo menor preço?

– Quantas vezes você já comeu aquele pastel de feira ou o cachorro-quente apenas para economizar dinheiro?

– Quantas vezes você deixou de cozinhar apenas por ter preguiça e almoçou um macarrão instantâneo?

Reflita sobre estas questões. E pense em como você gostaria que fosse o seu futuro, pense se não vale mais a pena investir hoje na sua saúde do que em medicamentos no futuro.

“O principal investimento na saúde é alimentar-se bem” esta frase é da Dra. Denise Carreiro, palestrante no Seminário de Nutrição Funcional. Acredito que devemos sempre lembrar dela como uma motivadora a buscarmos uma qualidade de vida melhor por meio dos alimentos.

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

Leia também: “Entendendo o Rótulo dos Alimentos”  e Não esqueça o feijão!

06/07/2012 at 12:46 pm 1 comentário

Só 15 calorias…. mas e o resto?

Emagrecer parece bem simples quando se fala em balanço energético negativo, ou seja, você precisa gastar mais calorias do que consumir e assim perderá peso. Portanto, quem quer emagrecer deve se importar apenas com as calorias, certo? ERRADO!

Já escrevi aqui sobre os benefícios do azeite, apesar das 117 calorias pregadas pela indústria. Agora vem as 15 calorias do presunto e sinto-me na obrigação de informar o consumidor sobre o que não está na propaganda e assim, permitir, uma escolha consciente de verdade!

Antes de mais nada, quero deixar bem claro: meu objetivo não é uma campanha “anti-presunto”, mas apenas informar melhor o consumidor, para ele saber o que ele está comendo (além das 15 calorias). Sou Nutricionista, mas sou humana também, impossível dizer que nunca comi e que não comerei presunto de jeito nenhum. Ele está presente em lanches muito comuns na cultura do brasileiro, seria muito radicalismo de minha parte querer baní-lo da face da terra, ok?  Então, vamos aos esclarecimentos (informações retiradas do site do fabricante):

1- A fatia com menos de 15 calorias é do presunto sem capa de gorduratem que  ser bem fininha (“13g, com espessura de 0,6 a 0,7mm (fatia da extremidade da peça) e 0,4mm (fatia do centro da peça de presunto)”).

Por acaso aquela mostrada na propaganda tem apenas 13 g? Pois não me parece “bem fina”… Veja bem, ninguém ficará medindo as fatias de presunto com régua, ou seja, a sua fatia pode ter mais de 15 calorias, pois a espessura pode (e vai) variar muito!

2- A lista de ingredientes: ” Pernil Suíno, Água, Sal, Açúcar, Proteína de Soja, Estabilizantes: Tripolifosfato de Sódio (INS 45 1i), Polifosfato de Sódio (INS 452 i), Aromas Naturais, Aromas Naturais de Pimenta Vermelha e Preta, Espessante Carragena (INS 407), Antioxidante Eritorbato de Sódio (INS 316), Realçador de Sabor Glutamato Monossódico (INS 621), Conservador Nitrito de Sódio (INS 250) e Corante Carmim (INS 120). Não contém glúten”. 

Repare nas palavras grifadas, além de sal e açúcar, veja a quantidade de aditivos que sua fatia de presunto tem! E olha quantas vezes a palavra sódio aparece!  O próprio fabricante coloca “Uma fatia de 13g e 0,4 mm de espessura, reconhecida como “bem fininha” pelos consumidores, tem aproximadamente 140mg, o que equivale a 6% do valor diário recomendado de sódio”. Você acha mesmo pouco sódio? São 6% em apenas uma fatia! Além disso, pesquisas associam o conservador Nitrito ao câncer (cabe ressaltar: este conservador está presente também na salsicha, no salame, na copa, na mortadela, no peito de peru, blanquet de peru e outros embutidos…).

3- Além disso, existe uma pergunta que me incomoda um pouco no site: “posso substituir carne por presunto? O presunto é fonte de proteína e de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira (2006), está no grupo de carnes e ovos. Recomendamos, porém, variar os alimentos fontes de proteína na alimentação, como carnes, ovos, leite, queijo, feijão e outras leguminosas, que também contém, além da quantidade de proteínas, outros nutrientes importantes que devem fazer parte de uma alimentação saudável. (…) “

A resposta do fabricante não está errada, mas antes de fazer a substituição, analise o que coloquei acima. O alimento em sua forma natural sempre será uma escolha melhor do que a industrializada (rica em aditivos e sódio)!

E, para finalizar, voltando-me a questão das caloriasvocê deseja emagrecer a qualquer custo ou ter uma vida saudável? Costumo dizer que “emagrecer vem de brinde” com a mudança para um estilo de vida saudável!  O que é mais saudável: comer um pão de queijo (gordura + sódio) ou beber um copo de suco de laranja (vitaminas e minerais), se ambos possuem calorias equivalentes?

Assim, não se prenda às calorias, elas são importantes sim, mas avalie o alimento como um todo. Deixe o presunto fazer parte da sua alimentação, se assim desejar, mas consuma de forma moderada e consciente do que está consumindo além das 15 calorias! Afinal, o próprio fabricante informa muitas vezes sobre o presunto fazer parte de uma alimentação saudável.

E, se tem dúvidas de como ter uma alimentação saudável, procure a orientação de um Nutricionista!

PS: para não repetir com outro post a respeito: entre o suco de caixinha e a maçã, fique com a maçã!

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

Leia também:  O sódio que você não vê;  A ilusão do “Zero” ; Entendendo o rótulo dos alimentos;

08/05/2012 at 4:41 pm Deixe um comentário


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