Archive for agosto, 2014

Almoço pesado

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Já faz um tempo que falar sobre alimentação saudável está na moda, é o “mundo fit” de blogueiras, páginas no Facebook e perfis no Instagram. De repente, criou-se o culto ao “corpo malhado”, ao “#euresisti”, ao “chá devorador de gorduras” e por aí vai.

Acho ótima essa preocupação em melhorar os hábitos alimentares, em sair do sedentarismo, porém isso está tomando o caminho do exagero e, como sempre afirmo, gosto de equilíbrio.

De repente, a hora do almoço virou a hora mais estressante do dia de alguns: é a preocupação com as calorias, com a gordura, com o glúten, com a lactose, com os kg na balança, etc, etc, etc. Alimentar-se virou uma espécie de tormento, além de todas as preocupações que temos durante um dia todo,  agora comer também entrou nesse “hall”.

“Ué, mas não devemos nos preocupar com o que comemos?” Com certeza! O problema é: eu gostaria muito que as pessoas tivessem preocupação com o que estão comendo pois querem ter  SAÚDE, querem envelhecer sem precisarem andar com uma “farmácia na bolsa”. Mas essa tortura toda está vindo de uma “quase obrigação” de ter “corpos sarados”, “ser magra”, “barriga zero” que as pessoas vem se impondo.

Alimentar-se virou algo chato, antes dava prazer, mas agora é um mar de preocupações, quando não deveria ser assim. Não gosto de usar o termo “fazer dieta”, justamente por acreditar nessa “chatice”, nessa “obrigação”. Além disso, “dieta/ regime” geralmente tem prazo para terminar. Mas pense: você irá passar o resto da sua vida comendo, por que algo temporário traria resultados para o resto da vida?

Assim, acredito na mudança de hábitos, não só alimentar, chamo de hábitos de vida. Vamos ter uma vida saudável? Então por que não ter o prazer de ir em uma festa de aniversário e comer o brigadeiro sem culpa, de ir na pizzaria com os amigos ou um Happy Hour depois do trabalho? Não seriam situações sociais saudáveis para nosso estado de espírito?

O importante é buscar o equilíbrio, ter consciência do que está adotando para sua vida. Não deve-se transformar a hora do almoço em uma “balança de calorias”. É importante ter o conhecimento do que se está comendo, mas não transformar isso em tortura, em “almoço pesado”. Chamo de comer com responsabilidade! Exemplo: você sabe que fritura não é saudável, mas hoje optou pelo peixe frito porque deu vontade. Sem problemas! Na hora do jantar você não repete a fritura.

O que vai prejudicar nossa saúde não é “o brigadeiro da festa de aniversário”, mas o peso que estamos colocando em seguir padrões de beleza que, muitas vezes, são impossíveis para a maioria da população. Coloque a sua saúde em primeiro lugar, pois tenho certeza que adotar hábitos de vida equilibrados irão trazer também os benefícios estéticos!

E aproveito o post para fazer um ALERTA sobre essa moda de seguir recomendações de pessoas que não tiveram formação para elaborar uma dieta, de pessoas que são patrocinadas para falar de determinado produto, de pessoas que estão visando “fama instantânea”. Isso COLOCA A SAÚDE EM RISCO.

Pense: você pediria para um advogado fazer o projeto de sua casa? Ou para um engenheiro que cuidasse dos seus dentes? E por que fazer isso com sua alimentação? Está com dúvidas? Quer melhorar a qualidade da alimentação? Está super motivado(a) para mudar de hábitos e não sabe como? Busque a orientação do Nutricionista!

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

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28/08/2014 at 12:30 pm Deixe um comentário

Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Dia Nacional de Combate ao Colesterol

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Colesterol.

Você sabia que sem colesterol você não estaria vivo? Sim, pois o colesterol faz parte de suas células, é ele que ajuda a manter a parede nas células, dar formato a elas. Além disso, é a partir do colesterol que nosso organismo produz os hormônios sexuais.

Mas então por que o colesterol é colocado como um grande vilão e deve ser combatido?
Porque, como falei anteriormente, ele é parte de nossas células, então nosso organismo produz colesterol constantemente. Além disso, nós também consumimos colesterol quando ingerimos alimentos que são fonte dele (gema de ovo, carne bovina, por exemplo).
Falando de forma simplificada, somam-se o colesterol do nosso organismo com o colesterol que ingerimos e essa soma pode levar a um desequilíbrio da quantidade de colesterol caso o nosso organismo não consiga manter a regulação. Em excesso,o colesterol deixa de ser bom e passa a ser prejudicial.

O processo ocorre da seguinte maneira:

Existem dois tipo de colesterol: O LDL (conhecido como o “colesterol ruim”) e o HDL (conhecido como o “colesterol bom”);

O LDL é o colesterol ruim pois é ele que fica circulando livremente nos vasos sanguíneos, já o HDL é o bom, pois ele trabalha como uma espécie de “guia” para o colesterol LDL voltar para o fígado ao invés de ficar circulando pelo corpo todo;

As partículas de colesterol LDL  que circulam no sangue sofrem oxidação, o organismo entende isso como se fosse um corpo estranho e ativa o sistema imunológico (semelhante ao processo que acontece quando nos contaminamos com alguma bactéria por exemplo);

O sistema imunológico envia células para combater esse colesterol oxidado, gerando um processo inflamatório no organismo. Neste processo, as células do colesterol oxidado acabam se depositando nas paredes das artérias e vão formando placas (aterosclerose). Essas placas podem levar ao bloqueio total ou parcial das artérias, podendo levar a um infarto ou um derrame cerebral.

Dicas para evitar o aumento do colesterol:

– Praticar exercícios físicos regularmente;

Não fumar;

– Consumir com moderação alimentos ricos em gorduras saturadas (elas também elevam o colesterol): comidas de fast food, comidas congeladas, carnes com mutia gordura, frango com pele, embutidos, alimentos fritos;

– Também evitar alimentos ricos em carboidratos simples e calóricos: bolos confeitados, sorvetes, tortas, doces e guloseimas no geral;

– Incluir na alimentação diária os alimentos que ajudam a controlar o colesterol: frutas, verduras e legumes, aveia, azeite extravirgem.

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

 

08/08/2014 at 4:40 pm Deixe um comentário

Afinal, o que significa o “integral”?

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Uma visita ao supermercado e as prateleiras estão repletas de embalagens estampadas com enormes “INTEGRAL”. Então, o consumidor o compra sem saber exatamente porque e, ainda por cima, pagando mais caro, mas porque ele leu (viu na TV, o amigo falou, etc)  que era bom consumir alimentos integrais.

Só que, afinal, o que significa esse “integral” encontrado nos rótulos dos alimentos? É o que vou tentar esclarecer a seguir…

Grãos como arroz, trigo, aveia, centeio são vegetais, possuem uma casca e uma película protetora, que contém a maior quantidade de  fibras, vitaminas e minerais. Quando o grão passa pelo processo de refinamento, a casca e a película são retirados, ficando somente o que seria a parte central do grão, que é a parte mais rica em carboidratos (fonte de energia) e com poucas vitaminas e minerais.

O arroz branco que utilizamos para cozinhar, por exemplo, foi refinado, perdendo a casca e a película, assim sobra somente aquela “massinha” que é basicamente amido, um carboidrato, com poucas fibras. Se trocamos o arroz branco pelo integral, a casca e a película se mantém, assim, ele não é branquinho como o outro arroz e leva mais tempo para cozinhar, pois as fibras contidas na casca o tornam mais duro.

O mesmo ocorre com o trigo. Assim, a “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico” descrita nas embalagens de pães, massas e biscoitos nada mais é do que o grão de trigo sem a casca e a película que foi moído e transformado na farinha de trigo comum que conhecemos. Já a farinha integral vem da moagem do grão inteiro (com a casca e a película), por isso ela tem aqueles “pontinhos” e uma cor mais escura.

Qual a diferença de consumir um alimento feito com farinha integral então, se é tudo de trigo?

Como falei anteriormente, na casca do grão se concentram as fibras, vitaminas e minerais. Um alimento feito com farinha de trigo refinado perde essas vitaminas, minerais e fibras, tornando-se um alimento “pobre”  do ponto de vista nutricional. As calorias de um alimento feito com trigo refinado e com trigo integral serão praticamente as mesmas, porém o trigo refinado fornecerá o que chamamos de “calorias vazias”, ou seja, só fornecem energia ao corpo e nada mais, enquanto o trigo integral fornecerá fibras, vitaminas e minerais.

Mas, cuidado! Não se deixe enganar!

A indústria de alimentos, se aproveitando desta recomendação do consumo de alimentos integrais, está criando muitos produtos com alegação de integral. Como a legislação ainda não estabelece uma quantidade mínima da farinha integral (ou outro ingrediente integral), o marketing utiliza o artifício da palavra “Integral” impressa nas embalagens, levando o consumidor a comprar um alimento mais caro e que, muitas vezes, não é de fato integral.

Assim, existem dois pontos que devem ser observados antes da compra do produto que se diz integral. O mesmo rótulo que pode levar ao erro, vai ajudar a identificar esses pontos:

1- Lista de ingredientes: os ingredientes são listados (por lei) na ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o que vem em maior quantidade. Desta forma, se o produto comprado tem como primeiro ingrediente “farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico”, este alimento tem muito mais farinha branca do que integral! Caso o primeiro ingrediente seja “farinha de trigo integral” ou “farelo de trigo” por exemplo, este alimento pode ser considerado integral de verdade.

2- Quantidade de fibras: na tabela de informação nutricional existe a informação da quantidade de fibras de um alimento. Se o alimento tiver bastante fibras, a chance dele ser integral de verdade é maior. De acordo com a legislação, um alimento é fonte de fibras quando tiver, no mínimo, 2,5g de fibras na porção. Assim, verifique na tabela de informação nutricional a quantidade de fibras na porção daquele alimento que você pensa em comprar.

Se quiser saber mais sobre rotulagem de alimentos, existe um post somente sobre isso aqui no Blog!

Recomendo também esse ótimo vídeo sobre pão integral, do canal Do Campo à Mesa.

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*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

 

 

04/08/2014 at 6:38 pm Deixe um comentário

Perigo, contém glúten?

Glúten

Glúten está na moda, mas na moda de ser banido da dieta. Saíram diversas publicações nas bancas, algumas com capas bem sugestivas: glúten com caveira, glúten com veneno. E o Glúten parece ser o mais novo vilão da alimentação.

Há alguns anos atrás, os rótulos vinham com a informação “Contém Glúten” e muitas pessoas não faziam nem ideia do que era essa “coisa chamada glúten”. Glúten é uma proteína encontrada no trigo, malte, cevada, centeio e aveia (brasileira, por contaminação durante o processamento). Uma proteína, simples assim. E por que ele está sendo o mais novo vilão? Porque existem alguns estudos científicos mostrando que esta proteína seria responsável por inflamações no nosso organismo, gerando uma cascata de problemas.

Porém, como já falei por aqui, ainda há muito o que descobrir quando o assunto é corpo humano, alimentos e interação dos alimentos no corpo humano. É por isso que, a cada dia, pesquisas e mais pesquisas são lançadas. Aliás, na área da saúde no geral, tudo está mudando a todo momento.

As pesquisas com o glúten são recentes, assim não concordo que ele já deva ser vinculado em uma revista com a imagem de uma caveira como se fosse veneno. Cada organismo humano é único, diversos fatores ambientais, psicológicos e genéticos influenciam na maneira como nos mantemos saudáveis ou não, em como reagimos com um alimento, com uma substância. Existe sim a doença celíaca (diagnosticada por meio de exames específicos), na qual as pessoas que tem esse diagnóstico devem sim retirar totalmente o glúten da dieta, para estas o glúten funciona como um veneno. Mas afirmar que 100% da população teria inflamação com a ingestão de glúten é um pouco insensato.

Retirar o glúten emagrece?

Quando retiramos o glúten da dieta, consequentemente estamos retirando diversos alimentos que consumíamos, muitos deles bem calóricos (macarrão instantâneo, biscoitos recheados, salgadinhos,etc). Ou seja, não é a retirada do glúten que faz a pessoa emagrecer, mas a retirada de muitos alimentos que somavam muitas calorias e fazia a pessoa engordar.

Minha opinião pessoal sobre a retirada do glúten:

• Se você tem diagnóstico de doença celíaca, retire imediatamente;

• Se você desconfia que tem problemas com o glúten, vá ao médico e investigue antes de fazer qualquer alteração na dieta por conta própria, pois isso pode interferir no resultado dos exames;

• Se você já fez os exames e não teve diagnóstico de doença celíaca, mas mesmo assim acha que o glúten vem lhe causando algum desconforto, primeiramente, avalie a sua alimentação como um todo e se pergunte se seria mesmo o glúten o causador dos problemas. Se ainda achar que o glúten é o problema, não seria melhor buscar ajuda de um Nutricionista para lhe orientar a fazer as substituições adequadamente?

 

03/08/2014 at 8:12 pm Deixe um comentário


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