Archive for março, 2012

Novo estudo com o chocolate

A Páscoa está chegando e parece o momento apropriado para divulgar estudos com o chocolate. Hoje saiu mais uma notícia sobre os seus benefícios.

Os antoxidantes e benefícios promovidos pelo chocolate vem de sua matéria-prima: o cacau.  Ressalto que os estudos são realizados com os chocolates que possuem maior quantidade deste fruto (meio amargo, 70% cacau, 80% cacau, etc), porém, no Brasil, a maioria da população consome o chocolate “ao leite”, que possui maior quantidade de gordura e açúcar do que de cacau na composição. Vale lembrar também que  os estudos não incluem os bombons recheados e nem o chocolate branco.

Assim, é importante escolher os chocolates com maior teor de cacau: meio amargo, amargo, 70%, 80% ou 90% de cacau. Não se esqueça que mesmo esses chocolates possuem açúcar e gordura e, como a própria notícia coloca: o consumo deve ser moderado, ou seja, um bombom de 15g  já é suficiente.

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27/03/2012 at 4:05 pm 2 comentários

Sobre o azeite, suas 117 calorias e mais….

Eu sei que já se falou muito sobre o azeite e que ele, constantemente, é recomendado. Esse post é só para lembrar que não são apenas as 117 calorias que importam, por isso serei breve…

Existem três tipos de gorduras: as saturadas, insaturadas e a trans. As saturadas estão relacionadas às doenças do coração, aumento de colesterol, entre outras doenças, e são encontradas em alimentos de origem animal (carne, ovos, leite, etc). Já as insaturadas possuem efeito protetor e são as encontradas nos óleos vegetais e sementes oleaginosas (nozes, castanhas, amendoim).  A gordura trans é originada a partir da hidrogenação de óleos vegetais, um processo que passa os óleos de sua forma líquida para uma consistência mais cremosa, de acordo com a necessidade de uso na indústria de alimentos.

As gorduras insaturadas são divididas em poli-insaturadas e monoinsaturadas, devido à característica química. O azeite é a maior fonte de gorduras deste tipo.

Além das gorduras monoinsaturadas, o que faz o azeite ser tão benéfico é a alta presença de antioxidantes (compostos fenólicos). Assim, esse conjunto de nutrientes presentes no azeite ajuda na prevenção de doenças do coração, do câncer e no combate a processos inflamatórios no organismo. No entanto, como todo óleo, o azeite fornece 9 kcal em cada grama consumido e, por isso, pode contribuir para o ganho de peso se usado em excesso.

Portanto, para se beneficiar deste óleo, é importante ressaltar:

– os benefícios são obtidos com o azeite do tipo extravirgem, que mantém todos os compostos antioxidantes;

– o aquecimento do azeite faz com que ele perca parte de seu poder antioxidante, desta forma, é melhor utilizá-lo frio, em saladas, por exemplo;

apenas 1 colher de sopa é suficiente, não precisa exagerar;

Portanto, não se deve ficar preso somente ao valor calórico, mas lembrar que  o alimento é constituído de um conjunto de nutrientes, e que cada um deles atua de forma diferente no organismo. Ou seja, uma porção de maionese pode até ter menos calorias, porém não oferece tantos benefícios e antioxidantes quanto o azeite extravirgem. Não sou contra o uso da maionese (com moderação), mas não substitua o azeite por ela, afinal “a comparação refere-se exclusivamente às calorias, não considerando benefícios cardiovasculares”. 

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

26/03/2012 at 7:06 pm 2 comentários

Coluna Zoom ‘N’ no portal Meu Nutricionista

O texto ” E até o feirante virou Nutricionista”  acaba de ser publicado na coluna Zomm ‘N’ do Portal Meu Nutricionista, com um enfoque um pouquinho diferente.

Confiram a nova versão!

26/03/2012 at 11:11 am Deixe um comentário

E até o feirante virou Nutricionista

O ditado costuma dizer “de médico e louco todo mundo tem um pouco”…. e eu digo que de Nutrição todo mundo acha que entende muito. Hoje ouvi até o feirante falando que era quase um Nutricionista ao tentar vender suas verduras, só porque ele sabe que as verduras têm vitaminas…. em contrapartida, também assisti 3 matérias na TV que me preocuparam.

É incrível como a alimentação tem sido tema recorrente em todos os horários e canais na TV. A todo momento fala-se de uma fruta, uma nova dieta, uma nova pesquisa sobre os benefícios de um alimento, etc. Enfim, Nutrição nunca esteve tão na moda!

O preocupante é que muitas vezes essa “avalanche” de informações é transmitida de maneira incompleta, ou consultam profissionais despreparados para falar sobre o assunto ou, até mesmo, a pessoa que assiste se prende apenas ao “faz bem”, “não engorda”, “poucas calorias”, palavras de uso comum nessas matérias.

As matérias que assisti hoje falavam sobre antioxidantes, chocolates e glúten. O que me chamou a atenção foram as entrevistas nas ruas, mostrando que de Nutrição as pessoas estão é bem carentes de informação! Na dos antioxidantes, algumas não faziam a menor ideia do que eram. Mas a de chocolates e glúten, essas foram as que me preocuparam…

Muitos entrevistados já sabiam que o chocolate “faz bem”, mas não sabiam em quais quantidades, bem demonstrada na pergunta “chocolate Diet pode ser consumido à vontade?”. É assim que as informações são transmitidas, infelizmente as pessoas aprendem que “faz bem”, mas acham (erroneamente) que isso é sinônimo de “oba, posso comer o quanto quiser!”, acreditam que “diet” é sinônimo de “não engorda” e por aí vai…

O glúten tem sofrido restrições até com as pessoas que não são celíacas, pois alguns famosos andaram retirando ele da dieta em busca de quilos a menos na balança. O “contém glúten” ou “não contém glúten” está em todas as embalagens de alimentos, porém, após a matéria que assisti, acredito que apenas aqueles que são celíacos ou conhecem algum celíaco realmente sabe o que essa informação significa e o porquê dela estar ali na embalagem. Parece que o que fica para os leigos é que glúten deve ser  algum tipo de “veneno” colocado nos alimentos.

Nutrição “está na moda” porque cada vez mais tem sido associada à boa saúde e por isso que me preocupa essa carência de informação.

Colegas Nutricionistas, temos muito trabalho pela frente! Precisamos informar os conceitos, ter cautela no uso de termos como “poucas calorias”, “faz bem”, “ajuda a emagrecer”, “não consumir”, deixar claro quando restrições a determinados nutrientes são necessárias, etc. Também precisamos cobrar da mídia que tenham mais cuidado na hora de editar as matérias, pois também é nesse momento que a informação essencial muitas vezes é deixada de lado, pois quem edita não estudou Nutrição. E precisamos, sobretudo, ter consciência da grande responsabilidade que temos como comunicadores e, por que não, como educadores!

Em tempo…

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, malte e centeio, assim como nos produtos que sejam derivados destes cereais. 

A doença celíaca se caracteriza pela intolerância ao glúten, onde o organismo produz anticorpos contra ele, o que leva à destruição das vilosidades do intestino e prejudica a absorção dos nutrientes. O tratamento é a retirada total do glúten, ou seja, de todos os produtos que sejam derivados de trigo, aveia, cevada, malte e centeio. Por isso que os rótulos dos alimentos possuem esta informação, obrigatória por lei.

As pessoas que não possuem intolerância ao glúten podem consumi-lo normalmente. A retirada do glúten da dieta sem necessidade foi motivo de debate no CRN3, que emitiu parecer contra a prática da retirada do glúten indiscriminadamente.

Para saber mais sobre a doença celíaca, acesse o site da Federação Nacional das Associações de Celíacos no Brasil (FENACELBRA). 

E também há esse artigo, no blog da nutricionista Emanuelle Salustiano, que explica um pouco sobre Sensibilidade ao Glúten. Recomendo!

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

Leia também: “Vendo empadas no bar”

23/03/2012 at 4:37 pm 4 comentários

Receita – Torta de Abobrinha

Hoje trago uma receita que fiz ontem. Foi inspirada em uma outra receita, porém sempre tem as minhas modificações e infelizmente estou sem farinha de trigo integral aqui (senão seria mais diferente ainda da receita original).

Esta torta fica leve e molhadinha, é fácil de fazer pois a massa é de liquidificador. Gosto das coisas bem temperadas, então vou colocar tudo que usei, mas você pode temperar à seu gosto. Vamos à receita:

Ingredientes

Recheio:
1 abobrinha italiana média (se for pequena, utilize 2)

1 tomate picado em cubos pequenos

1 cebola pequena

1 colher de sobremesa de orégano

1 colher de café de páprica picante

1 colher de chá de pimenta do reino (eu usei pimenta síria)

2 colheres de sopa de salsa picada

1 colher de sobremesa de azeite

1 colher de café de alho frito (pode ser 1 dente de alho picado)

Sal a gosto

Massa (gosto de dar sabor à massa):
2 ovos

1 xícara de chá de leite desnatado

1/2 xícara de chá de óleo de soja (ou outro de sua preferência)

1 colher de sopa de farinha de linhaça

16 colheres de sopa de farinha de trigo

1 colher de chá de páprica picante

1 colher de sopa de salsa picada

1 colher de chá de sal ou de caldo de legumes em pó

1 colher de sopa de fermento químico

Para untar a fôrma:
Quanto bastar de margarina light e farinha de trigo

Para finalizar:
1 colher de sopa de gergelim

1 colher de sopa de queijo parmesão ralado

Modo de Preparo:

1- Comece pelo recheio. Rale a abobrinha em ralo grosso e tempere com os ingredientes listados (tomate, cebola, orégano, páprica picante, pimenta do reino, salsa, azeite, alho e sal). Reserve e deixe descansando por uns 30 minutos para que a abobrinha pegue o sabor, pois essa mistura não vai ao fogo;

2- No liquidificador coloque os ovos, o leite, o óleo, farinha de linhaça, farinha de trigo, os temperos e bata bem, até ficar homogêneo e reserve;

3- Unte a forma com a margarina e a farinha;

4- Coloque o fermento na massa e bata mais uma vez;

5- Comece a montagem da torta colocando uma parte da massa no fundo da forma (a massa fica consistente, bem cremosa);

6- Coloque o recheio da abobrinha, porém procure não pegar o líquido que fica no fundo da vasilha;

7- Cubra com o restante da massa e polvilhe o gergelim e o queijo parmesão;

8- Leve ao forno pré-aquecido em 180º por 40 minutos e sirva quente ou após esfriar.

Ficou bem saborosa, melhor do que eu imaginava:

Sugestões (ainda não testadas):

– substituir metade da farinha de trigo branca pela integral;

– misturar atum ou ricota ao recheio.

22/03/2012 at 6:45 pm 3 comentários

A ilusão do “Zero”

Uma rápida visita ao supermercado e lá estão centenas de opções de alimentos com o “zero” bem destacado no rótulo.  São os “zero calorias”, “zero gorduras”,  “zero gordura trans”, “zero açúcar”, “zero sódio” e os “zero colesterol”.

Sem dúvida, os produtos “zeros” são altamente atrativos para pessoas que estão em busca de uma alimentação mais saudável ou querendo perder peso. Entretanto, se atentar somente ao “zero” pode significar prejuízo à saúde.

A Rotulagem Nutricional é regulamentada pela ANVISA, onde a RDC 360/2003 e a Portaria 27/1998 especificam as características dos alimentos que podem ser considerados “zero” e os valores estão relacionados a uma porção do alimento. Assim tem-se:

“Zero calorias”: todo produto que tem até 4 kcal;

“Zero gorduras”: o produto não pode ultrapassar  0,5g de gorduras, isso inclui as saturadas, as trans e totais;

“Zero gordura trans”: aqueles que possuem no máximo 0,2g de gordura trans;

“Zero açúcar”: os que possuem, no máximo, 0,5g de açúcar. Não se deve confundir com  “sem adição de açúcares”, pois estes podem não ter açúcar adicionado, mas os ingredientes que foram utilizados para fazer o produto final podem possuir açúcar naturalmente, como as frutas por exemplo;

“Zero sódio”: aqueles que possuem até 5 mg de sódio,  o que não significa que um produto sem adição de sal esteja isento de sódio;

“Zero colesterol”: a este deve ser dada ainda maior atenção ao rótulo. Para entrar no quesito “não contém”, os produtos devem ter no máximo 5 mg de colesterol e também apenas 1,5g de gorduras saturadas, em sólidos, e 0,75g em líquidos, sendo que as gorduras saturadas não podem ultrapassar 10% do valor energético total.

Nem tão “zero” assim…

Um erro muito comum é a pessoa acreditar que, por ser zero, o alimento pode ser consumido a vontade, porém a Tabela Nutricional diz respeito à uma porção do alimento, assim esses produtos podem ser zero apenas na porção indicada na tabela. Por isso, é importante prestar atenção ao tamanho da porção, ou o “zero” pode se transformar em 100 rapidamente. Um exemplo simples: um potinho de pastilhas (16g) possui 2 kcal por porção ( 1 pastilha de 0,5g). Se todas as pastilhas forem consumidas em um único dia, serão 64 kcal!

Além disso, os alimentos industrializados geralmente vêm adicionados de conservantes, aromas e corantes artificiais. Assim, o alto consumo desses produtos pode trazer problemas de saúde.

Entre os conservantes, está o sódio, cujo alto consumo pode levar à hipertensão arterial e há também o nitrito e nitrato, os quais o consumo frequente pode levar ao aparecimento de câncer. Entre os corantes, o amarelo tartrazina é altamente alergênico, inclusive seu uso é proibido na Europa.

Quando optar por um alimento “zero”, não se prenda somente às calorias e gorduras. Se você busca uma alimentação saudável, procure consumir frutas, verduras e legumes “in natura”, sucos de frutas feitos na hora, sem adição de açúcar/ adoçante. E, se quiser um produto realmente “zero”, lembre-se da água, ela é essencial em qualquer dieta saudável.

Referências Consultadas:

Resolução – RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003

Portaria nº 27, de 13 de janeiro de 1998.

*Texto de autoria própria. Caso o reproduza por completo ou em partes coloque os créditos e me informe.

Leia também: “Entendendo o Rótulo dos Alimentos” e ” Melhorando as escolhas na hora de hidratar-se”

19/03/2012 at 6:28 pm Deixe um comentário

“Vendo empadas no bar…”

Recentemente, uma novela de grande audiência atribuiu o nome “Personal Nutricionista” a uma personagem que faz empadas em um bar…e desta vez meu texto precisava chegar a um público um pouco maior para falar sobre isso! Confiram no portal: Meu Nutricionista.

16/03/2012 at 8:49 pm Deixe um comentário

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